CORAÇÃO VALENTE PARA AMAR OUTRA VEZ

O coração é no Novo Testamento, o vocábulo que mais se aproxima daquilo que chamamos de “pessoa”. O psicólogo Carl Rogers escreveu um livro cujo título é: “Tornar-se pessoa”, onde ele aponta que a sociedade nos neurotiza desde criança e a tarefa da nossa vida é nos tornarmos outra vez pessoa. E para que isto aconteça é necessário cuidar bem do nosso coração, pois sendo ele: a fonte de todos os desejos ele deve ser guardado, conforme diz em Provérbios 4:23 “Sobre tudo que deves guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem às fontes da vida”. Deus quer forjar em nós um coração valente, um coração que sabe o que é sofrer e encara o sofrimento, um coração disponível para o seu Senhorio em nossas vidas, em todas as áreas, inclusive a área amorosa. Muitas vezes só procuramos a orientação de Deus para esta área, quando as coisas estão dando erradas, por que não, antes, durante e depois?
É a sabedoria personificada que nos atrai com palavras suaves; é Jesus Cristo que deseja todo o nosso ser. Não se contenta apenas com os nossos lábios, quer todo o nosso coração e toda a nossa confiança. Coração no hebraico significa “ganhar compreensão”. “Criar juízo”. Quem não quer ser compreendido, aceito, amado incondicionalmente? Pois é assim que o Senhor nos ama. Criar juízo, fazer coisas retas, justas, que agradem ao Senhor, como é maravilhoso estar na sua presença, por Jesus, de consciência tranqüila e em paz.

Quem assistiu a este filme – Coração Valente – não deixa de ficar impressionado com os efeitos especiais e a história de amor e patriótica de um homem e de um povo, que por vingança ou em memória da mulher amada, tornou-se verdadeiramente mais homem, cidadão, patriota e herói de um povo sofrido e humilhado pelos governantes.

Que paralelos poderemos fazer entre este filme e a nossa vida? Que tipo de filme de tua vida foi passado até hoje? Qual é teu filme em cartaz hoje? Que título você daria?
Que temos em comum com esta história? Vivemos também diante de um sistema injusto de governo? Tivemos um grande amor que terminou? Conseguimos amar outra vez? Como reagimos diante do final de uma relação amorosa?

Creio que diante destas perguntas, prefiro fazer pontes leves das questões política e social, e entrar mais na questão da relação amorosa. Será que foi assim que aconteceu? Um dia nos apaixonamos e nos encantamos por alguém, esta pessoa povoava os nossos pensamentos e sentimentos o tempo quase todo, e às vezes até dormindo ela estava em nossos sonhos. Só de pensar o nosso coração disparava, às vezes quando a olhávamos dava um frio na espinha, ventre ou o nosso coração parecia que ia sair do peito; nossos olhos brilhavam e ficávamos meio bobos, rindo a toa ao ouvir, falar, tocar, acariciar, vamos parar por aqui… Neste tempo de completa paixão, tudo que pensávamos e imaginávamos de melhor era para esta pessoa e não para nós mesmos, sonhávamos um mundo melhor e feliz com e por este amor.

“De repente, não mais que de repente do riso fez-se pranto” como dizia o poeta maior, Vinícius de Morais, (no filme foi bruscamente, mas, nem sempre acontece deste jeito) geralmente é aos poucos. Algumas atitudes tornaram-se diferentes, os nossos sentimentos foram mudando a outra pessoa não mais foi atendendo as nossas expectativas, ela que nos fazia tão feliz e estava em nossa vida de forma tão intensa, começou a nos irritar, entediar, e fazer com que o que era encantador perdesse a graça. Sentimos que estávamos sós a dois. Que sensação estranha, que dor, que coisa sem explicação lógica!

Quais foram as nossas expectativas quando nos apaixonamos por esta pessoa? O que ela tinha que iria preencher as nossas carências? O quanto nos dava sem querermos nada em troca? Queríamos que ela nos fizesse feliz?

Como foi a nossa reação ao perdermos alguém? Foi algo parecido? Ficamos irritados, magoados, fugimos ao diálogo, lutamos até ao fim? Fizemos o melhor em zelo, carinho e agrados? Ficamos com sentimentos de culpa? Anulamo-nos, culpamo-la? Como encarar uma perda amorosa definitiva?

Vamos lembrar o filme? Ele perdeu a amada, pois ela foi morta pelos donos do poder. Ele conseguiu apaixonar-se outra vez temporariamente por uma princesa (ficou sem compromisso com ela). Não perdeu de vista a causa maior (luta pela libertação da pátria). Até os últimos momentos antes de perder a própria vida, as imagens da verdadeira amada foram as que prevaleceram como que culminando com o sonho mais lindo de sua vida: ter amado verdadeiramente uma mulher de todo o seu coração e coração que se tornou valente.

E nós como agimos diante do filme da nossa vida? Quanto à luta pela justiça e paz aqui na terra, com referência da justiça e paz do Reino de Deus e ao enfocarmos o lado amoroso dela, é Deus o centro da nossa vida ou a pessoa amada torna-se o centro? Estamos envoltos ainda com raízes de amarguras e desconfiança em relação ao sexo oposto, com sentimentos de que fomos passados para trás e, é só aguardar o momento próprio da vingança? Estamos com medo e não permitimos que ninguém se aproxime? Rimos sobre este assunto com amigos e ficamos na gozação sem outra ação positiva? Só lamentamos com outras pessoas o que nos aconteceu? Ou já tivemos a oportunidade de dar a volta por cima, nos encorajamos e estamos pronto para amar ou já estamos amando? Com o coração leve e sarado ou mesmo coração valente?

Coração valente é coração que enfrenta outra vez a possibilidade de em meio às lutas, dores, dificuldades, medos; amar e se dar em amor, arriscar para melhor saber escolher, ter a coragem de correr risco; quem ama, está na chuva para se molhar… Está no fogo para se queimar; com direito de se apaixonar e ficar louco varrido de amor. Tri legal, né? Mas, nunca se esquecer que se o Senhor não está no centro da nossa vida este filme pode ter um final com a sensação de que faltava algo… Que o Senhor nos dê sabedoria para que possamos dar-lhe o nosso coração; antes, durante e depois de entrarmos pra valer em uma relação amorosa.

Anúncios

VALE A PENA SOFRER? Sim e Não!

Quem gosta de sofrer é chamado de masoquista, mas, quem passa por um sofrimento inevitável e enfrenta-o, além de superá-lo, sai dele ou convive com ele de modo excepcional e fortalece aos que o cercam.Isto é buscar sentido no sofrimento!E quantas vezes saímos mais experientes e fortes depois quando tudo passa, olhamos  e nem acreditamos que vencemos aquela batalha. Que sensação gostosa de plenitude conosco mesmo. Sofrer por sofrer é masoquismo, mas, encontrar sentido num sofrimento inevitável, é sabedoria!  Guilherme Falcão